Nina

Há nos olhos de Marina Rahe um elogio ao indizível.
EDITADO EM 21/FEV:
Um pouco mais sobre a Nina Rahe, segundo João Gabriel de Lima, diretor de Redação da revista Bravo!
O perfil está para o jornalista assim como o retrato está para o pintor, os prelúdios de Bach para o pianista e o jogo de pernas para o boxeador. É a base que fundamenta toda a técnica - mas só depois de anos de domínio da técnica é possível executar com perfeição o fundamento. O perfil é uma reportagem centrada num único personagem. Foi a revista americana The New Yorker - berço do chamado jornalismo literário nos anos 30 e 40 - que estabeleceu as bases do estilo, e o atual diretor da publicação, David Remnick, é o hoje o mais prolífico autor de perfis da imprensa americana. No prefácio de uma coletânea de textos de Remnick, Dentro da Floresta, o jornalista e cineasta João Moreira Salles, editor da revista piauí, assim definiu o gênero: "É uma alternância entre a observação miúda e a análise geral, entre o pequeno e o grande".
Na área cultural, o perfil se reveste de uma peculiaridade. Além de contrapor o geral e o particular, ele carrega o desafio de retratar o artista em seu momento de criação - e por isso exige uma sensibilidade especial do repórter. Alguns dos destaques desta edição (fev.09) são perfis de artistas. A jornalista mato-grossense Nina Rahe teve a idéia de acompanhar o processo de criação de Antunes Filho na época em que fazia um curso de pós graduação em jornalismo literário. Seu trabalho, que pode ser lido a partir da página 86, se enquadra perfeitamente na definição de João Moreira Salles. A partir de um dado miúdo, aparentemente prosaico, anedoticamente paradoxal - o fato do diretor não saber dirigir carros - Nina radiografa a mente de um artista que gosta de ter idéias enquanto passeia a pé pela cidade de São Paulo (...)
Depois de clicar aqui e ler a matéria dela sobre o dramaturgo, você vai perceber que o elogio do diretor da revista é bastante justo.

