Rourke
Admiro o Mickey Rourke, desde "Orquídea Selvagem" (Wild Orchid). Foi o primeiro filme de putaria que vi, pelo menos em 87 aquilo se enquadrava na minha definição de putaria.
Essa coisa da "censura: 18 anos" mobilizava a nossa esperança de um dia chegar à esse reino etário tão longínquo onde se poderia dirigir, beber e, claro, entrar no cinema ou pegar filmes daquela seção escondida na locadora.
Vi "O Lutador" (The Wrestler) agora há pouco. O Rourke está sensacional na pele de um astro decadente de luta livre. Ele é um homem que teve sucesso nos anos 80, mas que acabou a vida sozinho, atrasando o aluguel da pocilga em que vive, sendo ignorado pela filha que abandonou e despertando pouco mais do que a pena de uma stripper. Pior, um ataque cardíaco o obriga a se afastar dos ringues.
Com tanta merda na vida, ele podia ser piegas ou amargurado, mas o seu personagem The Ram (O Carneiro) é comovente porque traz um tipo de dignidade que só vem daquela resignação secreta dos perdedores.
Tirando uma fala grandiloquente no final do filme, ele se destaca é pelos silêncios ou pelas coisas banais que diz (e dizemos) na maior parte do tempo enquanto o mundo à nossa volta cumpre a sua vocação de ser uma gigantesca lata de lixo.
A trilha sonora oitentista é boa também. Há Guns, AC/DC e um monte de heavy metal. O bom e velho Slash tá em forma numa trilha incidental bastante bonita.
Também vi "Operação Valquíria". É fraco, dispensável e não mostra porque precisamos de mais um filme sobre 2a Guerra.
Essa coisa da "censura: 18 anos" mobilizava a nossa esperança de um dia chegar à esse reino etário tão longínquo onde se poderia dirigir, beber e, claro, entrar no cinema ou pegar filmes daquela seção escondida na locadora.
Vi "O Lutador" (The Wrestler) agora há pouco. O Rourke está sensacional na pele de um astro decadente de luta livre. Ele é um homem que teve sucesso nos anos 80, mas que acabou a vida sozinho, atrasando o aluguel da pocilga em que vive, sendo ignorado pela filha que abandonou e despertando pouco mais do que a pena de uma stripper. Pior, um ataque cardíaco o obriga a se afastar dos ringues.
Com tanta merda na vida, ele podia ser piegas ou amargurado, mas o seu personagem The Ram (O Carneiro) é comovente porque traz um tipo de dignidade que só vem daquela resignação secreta dos perdedores.
Tirando uma fala grandiloquente no final do filme, ele se destaca é pelos silêncios ou pelas coisas banais que diz (e dizemos) na maior parte do tempo enquanto o mundo à nossa volta cumpre a sua vocação de ser uma gigantesca lata de lixo.
A trilha sonora oitentista é boa também. Há Guns, AC/DC e um monte de heavy metal. O bom e velho Slash tá em forma numa trilha incidental bastante bonita.
Também vi "Operação Valquíria". É fraco, dispensável e não mostra porque precisamos de mais um filme sobre 2a Guerra.

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