OS SEM-TETO
Saiba mais.
Pensamentos elevados sobre cinema, política internacional e mulher.
A igreja à beira do abismo, pois sem morte, sem ressurreição e nada de reino dos céus. Os filósofos em polvorosa discutindo questiúnculas, funerárias e seguradoras à beira da bancarrota...Saramago faz algumas ironias com questões atuais. Os asilos ou hospitais congestionados por falta de morte são uma sutil ironia com a Europa que não sabe o que fazer com os seus velhos.
Um livro deslumbrante.
A psicanálise chama de kidult (um neologismo inglês que junta criança com adulto) um fenômeno de nostalgia dos anos 80 que se realiza em caras como eu, que estão ali rondando os 30. Nostalgia sempre existiu, lógico, mas diferença, dizem agora, é que a gente consegue ter acesso a produtos que nos ligam diretamente à infância. A indústria cultural é diretamente responsável por isso.
Quer comprar um pogobol? Há sites que vendem. Aquele disco essencial do Joy Division? Idem. Não tem mais Atari? Sem problema, você pode baixar River Raid, Hero, Enduro e uma infinidade daqueles joguinhos que nos metiam diretamente numa aventura de ficção científica.
Em São Paulo, há um negócio chamado projeto Autobahn. É uma idéia simples, uma mistura de boate com mercado que todas as semanas promete um lapso no calendário por alguns trocados. Não sei se terei disposição para ir a uma coisa dessas – afinal, quando penso no figurino dos 80’s, não sei se temos muito do que sentir saudades – mas não deixa de ser sintomático disso, do desejo do familiar e não há nada que desperte tanto a sensação de estar em “casa” quanto as coisas da infância, da adolescência.
Brinquei hoje de “De volta para o futuro” com Youtube. Vi uns pedaços de um seriado que eu achava lá com 10 anos fodidaço, Anjos da Lei (aquele em que jovens policiais se infiltravam em escolas). Fiquei besta com uns clipes que eu não via há não sei quantos milhares de anos – como o do Midnight Oil ou o do Proclaimers, uma banda escocesa legal.