Terça-feira, Novembro 28, 2006

OS SEM-TETO

Levantamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostra que o Judiciário de Mato Grosso do Sul é pródigo em supersalários: 233 servidores recebem mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal. Os contracheques dos sem-teto [salarial] chegam a R$ 33 mil.

Saiba mais.

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

JECE

Morreu, hoje, aos 76 anos, Jece Valadão, o eterno cafajeste do cinema brasileiro e um pioneiro do debate das relações de gênero.

Nossos respeitos às seis viúvas e aos nove filhos.

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

O SEU, O MEU, O NOSSO

O Conselho Nacional de Justiça decidiu que nenhum magistrado poderia receber mais do que o teto de R$ 24.500.

Só que o mesmo conselho decidiu pagar um jeton de R$ 2.500 para cada conselheiro que disser "presente" em cada sessão deliberativa.

Com o abono, a presidente do CNJ, a ministra Ellen Gracie, do STF, ultrapassará R$ 30.380.

Um escárnio.


Quarta-feira, Novembro 22, 2006

FRONTEIRA

Um pouco da fronteira.

Terça-feira, Novembro 21, 2006

PRÊMIO ESSO

Marcelo Soares, meu primo postiço, é um dos finalistas do Prêmio Esso de Jornalismo. Disputa com o Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, o prêmio na categoria "Contribuição à Imprensa".

Marcelo é o idealizador e realizador do projeto "Excelências", cujo mérito é reunir em um só local dados de diversos bancos de dados que ficam dispensos sobre parlamentares. É um tipo de "Orkut" das figurinhas do Congresso Nacional. Rodrihues é o autor de "Políticos do Brasil", que reúne informações sobre políticos que disputaram as eleições desde 1998.

O prêmio poderia ser dividido.

SARAMAGO

Terminei há alguns dias “As Intermitências da Morte”, do Saramago. É uma idéia simples: a morte resolve deixar de matar num determinado país e o enredo vai se construindo engenhosamente a partir das implicações disso.

A igreja à beira do abismo, pois sem morte, sem ressurreição e nada de reino dos céus. Os filósofos em polvorosa discutindo questiúnculas, funerárias e seguradoras à beira da bancarrota...Saramago faz algumas ironias com questões atuais. Os asilos ou hospitais congestionados por falta de morte são uma sutil ironia com a Europa que não sabe o que fazer com os seus velhos.

Um livro deslumbrante.

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

AH, AS COINCIDÊNCIAS...

O que há em comum entre o acidente sofrido pelo presidente e o secretário-geral do PSDB em MS (os deputados federal eleito Waldir Neves e estadual Reinaldo Azambuja) e o dinheiro do dossiê Vedoin contra tucanos?

O piloto de avião Tito Lívio Ferreira Lima.

Ele é suspeito de ser o homem que comandaria o avião fretado para transportar de SP a Cuiabá parte do dinheiro do dossiê pago pelo PT para relacionar José Serra com o esquema de Luiz Antônio Vedoin, o dono da Planam e chefe da máfia das ambulâncias. A PF quer saber quem contatou Lima para fazer o transporte. Ele será ouvido na quarta-feira.

Tito Lívio voa constantemente para Neves.

Das duas uma: ou ele aceitou um bico num esqueminha que esculhambaria com o partido de seu cliente habitual ou...deixa pra lá.

A história está ficando cada vez mais curiosa.

EDITADO EM 21/11: Acabei sem atualizar isso aqui durante alguns dias e houve desdobramento nessa história. O piloto é apenas funcionário fantasma do gabinete de Waldir Neves.

Domingo, Novembro 05, 2006

O TEMPO, ESSA VERTIGEM

A psicanálise chama de kidult (um neologismo inglês que junta criança com adulto) um fenômeno de nostalgia dos anos 80 que se realiza em caras como eu, que estão ali rondando os 30. Nostalgia sempre existiu, lógico, mas diferença, dizem agora, é que a gente consegue ter acesso a produtos que nos ligam diretamente à infância. A indústria cultural é diretamente responsável por isso.

Quer comprar um pogobol? Há sites que vendem. Aquele disco essencial do Joy Division? Idem. Não tem mais Atari? Sem problema, você pode baixar River Raid, Hero, Enduro e uma infinidade daqueles joguinhos que nos metiam diretamente numa aventura de ficção científica.

Em São Paulo, há um negócio chamado projeto Autobahn. É uma idéia simples, uma mistura de boate com mercado que todas as semanas promete um lapso no calendário por alguns trocados. Não sei se terei disposição para ir a uma coisa dessas – afinal, quando penso no figurino dos 80’s, não sei se temos muito do que sentir saudades – mas não deixa de ser sintomático disso, do desejo do familiar e não há nada que desperte tanto a sensação de estar em “casa” quanto as coisas da infância, da adolescência.

Brinquei hoje de “De volta para o futuro” com Youtube. Vi uns pedaços de um seriado que eu achava lá com 10 anos fodidaço, Anjos da Lei (aquele em que jovens policiais se infiltravam em escolas). Fiquei besta com uns clipes que eu não via há não sei quantos milhares de anos – como o do Midnight Oil ou o do Proclaimers, uma banda escocesa legal.

Ah, também achei uns pedaços do show do Metallica na União Soviética. Tá, tá bem, sei que o show é de 91, mas acho que está na margem de erro. Também serve porque me faz pensar que o tempo talvez seja apenas uma vertigem.