Andei sem tempo para postar ao longo dos últimos dias. Aqui vão algumas da semana:
Segunda-feira: A operação Bola de Fogo prendeu 97 em 11 estados. Para quem não leu o noticiário, trata-se de um mega-esquema de contrabando e falsificação de cigarros que deve ter movimentado perto de R$ 800 milhões, num cálculo da Receita Federal. Conhecia quatro dos presos, os Garcete, são de Ponta Porã.
A Gisele, a caçula da família, foi minha colega de escola em quase todo o primeiro grau. Foi presa no dia em que ia se casar. Isso acabou antecipando a data da operação, já que boa parte dos convidados tinha mandados de prisão. Depois que terminei uma das matérias que escrevi para o Terra sobre o assunto, fiquei pensando nessas ironias do meu trabalho.
Faz parte.
Quarta, aniversário do Estado: Fui à inauguração do Centro Cultural Apolônio de Carvalho. Bela homenagem a um cara que teve uma grande vida. O Apolônio me faz lembrar um pouco aquele personagem do García Márquez que lutou em 32 revoluções e perdeu todas. Combateu a ditadura Vargas, lutou contra Franco na Guerra Civil Espanhola, contra os nazistas na Resistência Francesa, contra os militares pós-64. Bem, era um guerreiro de boas causas, homenagem justa, portanto.
Na festa, estava o governador e deveria haver ali umas 800 pessoas. Gente do governo, do jornalismo, das artes, intelectuais etc. etc. A obra, uma grande obra; o homenageado, um grande homenageado. Sim, tal qual o famoso último baile da Ilha Fiscal (aquele que a Princesa Isabel deu para dias depois o Império vir abaixo).
Quinta, dia das crianças: Descobri que tenho, sim, um talento e uma vocação. Passei uns 80 minutos com uma única ficha numa máquina de Pinball, aquele fliperama dos anos 60.
Bem, foi meu dia de Tommy, aquele menino cego, surdo e mudo, que é o personagem principal da ópera-rock do Who. Era um mago do pinball (“Pinball Wizard”).
Errada, portanto, estava a Iliana Pilger, minha professora de matemática da 8ª série, que duvidava que eu fosse servir um dia para alguma coisa.