Sexta-feira, Junho 30, 2006
Quinta-feira, Junho 29, 2006
O MUNDO HOJE
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que são ilegais os tribunais militares estabelecidos pelo governo Bush para 'julgar' acusados de terrorismo na prisão de Guantánamo, em Cuba.
Que aquilo é a própria casa da barbárie em se tratando de direitos humanos e do direito internacional, todo mundo já sabia. Resta saber se qual será o resultado prático da condenação. Eis a notícia.
Enquanto isso, a milhas e milhas dali, a população civil palestina continua sofrendo maus bocados com os ataques de mísseis da Força Aérea de Israel.
Em resposta à morte de um colono judeu e ao seqüestro de um soldado israelense, Tel Aviv deu uma resposta desproporcional como de costume: bombardeia cidades palestinas, prendeu 20 deputados e 7 ministros da Autoridade Nacional Palestina.
A Al Jazeera conta o que está havendo.
Que aquilo é a própria casa da barbárie em se tratando de direitos humanos e do direito internacional, todo mundo já sabia. Resta saber se qual será o resultado prático da condenação. Eis a notícia.
Enquanto isso, a milhas e milhas dali, a população civil palestina continua sofrendo maus bocados com os ataques de mísseis da Força Aérea de Israel.
Em resposta à morte de um colono judeu e ao seqüestro de um soldado israelense, Tel Aviv deu uma resposta desproporcional como de costume: bombardeia cidades palestinas, prendeu 20 deputados e 7 ministros da Autoridade Nacional Palestina.
A Al Jazeera conta o que está havendo.
FEIOS, SUJOS E MALVADOS
Depois de quase 8 anos de sombra e água fresca no governo Zeca do PT, o PDT e o PL anunciaram hoje que vão embarcar na candidatura de André Puccinelli (PMDB), catalisadora dos votos da oposição anti-petista na sucessão estadual. Oficializam sua decisão nas respectivas convenções marcadas para amanhã.
Tanta elasticidade e timing dos aliados de Zeca – além do fato de Puccinelli ser conhecido como “O Italiano” – me causaram uma sensação de estar diante de um filme já visto.
O enredo: Giacinto (Nino Manfredi em atuação genial) mora com a mulher, os dez filhos e parentes que parecem se multiplicar num barraco de uma favela em Roma. Todos tentam roubar o dinheiro que o velho ganhou do seguro pela perda de um olho. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para morar em casa.
Trata-se de “Feios, Sujos e Malvados” (Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976), obra-prima de Ettore Scola, que destila corrosão com sua visão claustrofóbica, cruel, sarcástica da promiscuidade da miséria.
É incrível como se parece com a vida.
:::

O filme é esse aí. Em Campo Grande está disponível na MB.
Tanta elasticidade e timing dos aliados de Zeca – além do fato de Puccinelli ser conhecido como “O Italiano” – me causaram uma sensação de estar diante de um filme já visto.
O enredo: Giacinto (Nino Manfredi em atuação genial) mora com a mulher, os dez filhos e parentes que parecem se multiplicar num barraco de uma favela em Roma. Todos tentam roubar o dinheiro que o velho ganhou do seguro pela perda de um olho. A situação fica ainda pior quando ele decide levar uma amante para morar em casa.
Trata-se de “Feios, Sujos e Malvados” (Brutti, Sporchi e Cattivi, 1976), obra-prima de Ettore Scola, que destila corrosão com sua visão claustrofóbica, cruel, sarcástica da promiscuidade da miséria.
É incrível como se parece com a vida.
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O filme é esse aí. Em Campo Grande está disponível na MB.
Terça-feira, Junho 27, 2006
ZINEDINE

Detesto os franceses desde aquele maldito pênalti que o Zico perdeu em 1986. Para ser bem sincero, também não dei a mínima quando perdemos a final de 98. Não gosto do Zagalo (‘velhote babaca’ tem 13 letras, certo?). Naquele Mundial, comi mesmo a chipa que o diabo amassou na partida das oitavas, quando Blanc mandou o Paraguai de volta para casa na morte súbita.
Dou o braço a torcer: os franceses foram uns gigantes hoje. Quando vi a Espanha marcando 1 a 0, pensei: “Taí o adversário das quartas”. Ledo engano. No futebol, a Espanha cumpre mesmo é sina de touro, não de toureiro. Toda Copa a mesma coisa: a Fúria começa impressionando pela força e pelo aspecto ameaçador. Acaba sempre abatida.
Gostei da França ter passado às quartas sobretudo porque teremos mais uma oportunidade de ver em ação Zinedine Zidane, o jogador mais elegante dos últimos 10 anos.
Dono absoluto do meio-campo, passos largos, rápidos, cabeça erguida e chutes desconcertantes. Zizou, como o chama a imprensa francesa, é digno de usar a 10 que foi de Platini nos anos 80.
Aos 34 anos, o craque anunciou que deixa a seleção francesa após a Copa. Depois do gol de Villa abrindo o placar, a torcida espanhola começou a dar adeus a Zidane e se deu mal. Foi dele o passe preciso para Vieira fazer o gol da virada.
Zidane deu a estocada de misericórdia no touro no final do segundo tempo: recebeu a bola na grande área, tirou a zaga espanhola do lance e chutou com sutileza. O goleiro, que foi pro outro lado, não apareceu nem na fotografia. Uma pintura. Oui, l'aventure continue...
Torna agora a jogar contra o mesmo Brasil de quem foi carrasco absoluto na final de 98. Será que ele se aposenta no sábado?
NARINAS OLÍMPICAS
Circula na internet um vídeo onde uns piás pançudos botam as narinas para funcionar na biblioteca da Uniderp (universidade privada - stricto sensu - daqui de CG).
Criados a toddynho pela nossa classe média, os garotões , segundo consta, estão mandando só um rapezinho básico, mas alguém observou que eles parecem levar jeito.
Desculpe, mas as pessoas se prestam a cada tipo de exposição pela net. Se a curiosidade for mórbida o suficiente, clique aqui.
Criados a toddynho pela nossa classe média, os garotões , segundo consta, estão mandando só um rapezinho básico, mas alguém observou que eles parecem levar jeito.
Desculpe, mas as pessoas se prestam a cada tipo de exposição pela net. Se a curiosidade for mórbida o suficiente, clique aqui.
Domingo, Junho 25, 2006
SENTIMENTOS IMPORTANTES
Portugal acaba de desclassificar a Holanda e garantir uma vaga para enfrentar a Inglaterra nas quartas-de-final.
A vitória portuguesa foi apertada, 1 a 0, e o jogo – com 4 expulsões e uma dúzia de amarelos – já está sendo classificado pelo noticiário da internet como “o mais violento da história das Copas”. Faltou fair play e alguns jogadores bateram de verdade. Uma porcaria, certo?
Errado, foi um partidaço. Foi um daqueles jogos que instilam a felicidade elementar proporcionada pela paixão pelo futebol. O jogo de hoje fica na memória pelos dois grandes times que entraram em campo e pela injustiça de ter faltado aos holandeses um gol para levar a partida à prorrogação. O ataque holandês meteu até bola na trave.
A Holanda de Robben e Kuyt tinha mais time indiscutivelmente, mas Portugal se comportou como naquela passagem dos Lusíadas em que a nau de Vasco da Gama chega ao Cabo das Tormentas e encontra o temível gigante Adamastor. Não se acovardaram, venceram mesmo não sendo superiores, mas porque perseveraram.
Em se tratando de injustiças, aliás, a Holanda convive com elas desde o lendário Carrossel de 74 (talvez o melhor time de todos os tempos). Uma pena, mas o futebol é o que é também pelas suas injustiças. É como a própria vida.
Portugal venceu a quarta partida consecutiva numa Copa pela primeira vez desde aquele também incrível time que tinha Eusébio por maestro e que ficou em 3º lugar no Mundial da Inglaterra.
Reza a lenda que foi outra grande injustiça da bola os portugueses terem sido derrotados pelos donos da casa na semifinal de 66, mas isso não importa, pois qualquer injustiça sempre vai ser menos importante do que outros sentimentos mais nobres.
Como a alegria de uma vingança definitiva 40 anos mais tarde.
Existe algo mais parecido com a própria vida?
A vitória portuguesa foi apertada, 1 a 0, e o jogo – com 4 expulsões e uma dúzia de amarelos – já está sendo classificado pelo noticiário da internet como “o mais violento da história das Copas”. Faltou fair play e alguns jogadores bateram de verdade. Uma porcaria, certo?
Errado, foi um partidaço. Foi um daqueles jogos que instilam a felicidade elementar proporcionada pela paixão pelo futebol. O jogo de hoje fica na memória pelos dois grandes times que entraram em campo e pela injustiça de ter faltado aos holandeses um gol para levar a partida à prorrogação. O ataque holandês meteu até bola na trave.
A Holanda de Robben e Kuyt tinha mais time indiscutivelmente, mas Portugal se comportou como naquela passagem dos Lusíadas em que a nau de Vasco da Gama chega ao Cabo das Tormentas e encontra o temível gigante Adamastor. Não se acovardaram, venceram mesmo não sendo superiores, mas porque perseveraram.
Em se tratando de injustiças, aliás, a Holanda convive com elas desde o lendário Carrossel de 74 (talvez o melhor time de todos os tempos). Uma pena, mas o futebol é o que é também pelas suas injustiças. É como a própria vida.
Portugal venceu a quarta partida consecutiva numa Copa pela primeira vez desde aquele também incrível time que tinha Eusébio por maestro e que ficou em 3º lugar no Mundial da Inglaterra.
Reza a lenda que foi outra grande injustiça da bola os portugueses terem sido derrotados pelos donos da casa na semifinal de 66, mas isso não importa, pois qualquer injustiça sempre vai ser menos importante do que outros sentimentos mais nobres.
Como a alegria de uma vingança definitiva 40 anos mais tarde.
Existe algo mais parecido com a própria vida?
Sábado, Junho 24, 2006
DIA DE SÃO JOÃO

O senhor aí da foto faz aniversário hoje, obviamente se chama João e sou seu devoto.
João Bortolanza é o homem que eu gostaria de ser. Digo isso sem nenhum exagero e com plena consciência do impossível deste desejo. Ex-jesuíta, falante de 4 ou 5 idiomas, leitor voraz, homem do teatro, intelectual obstinado, ativista da liberdade e auto-determinação dos mais pobres e dono de um par de olhos azuis.
Convivemos juntos por três anos – dois deles, ele sendo meu professor de Latim, Grego e Literatura Clássica. O último apenas sob o abrigo terno da boa amizade. Temos grandes histórias juntos: de papos de muitas horas na varanda a uma manifestação que resultou na tomada do campus da UFMS em Dourados. Hoje ele vive em Londrina, perdemos o contato pela displicência induzida pelo corre-corre do cotidiano.
Muito do que sou como jornalista e ser humano deve ser creditado à sua habilidade nas artes secretas de transformar Platão, Aristófanes, Cícero, Dante em prazeres acessíveis a jovens pretensiosos e ignorantes. Lembro da sensação de choque ao perceber que grande parte das minhas idéias que eu julgava originais já existia há 25 séculos.
É um observador caprichoso da trajetória da cultura ocidental desde o surgimento de Homero. Em tempos de carreirismo acadêmico, com gente fazendo doutorado sobre a rebimboca da parafuseta, João é um homem raro porque a moldura dos títulos não ofusca o conteúdo da tela: embora já tenha sido coroado com a livre docência na secular Universidade de Coimbra ou laureado com assento na Academia Brasileira de Filologia, é um grande intelectual, sobretudo, porque não foi capaz de perder o prazer de continuar aprendendo.
Mestre João é um sacerdote da grandeza humana.
BATENDO UM BOLÃO

A Argentina acaba de bater o México por 2 a 1 em Leipizig. Foto de agora há pouco tirada por Leo La Valle, da Efe.
E a Alemanha, empurrada por uma torcida como a da foto de baixo (da Reuters), não teve outro remédio senão mandar os suecos pra casa com um 2 a 0. As duas seleções se enfrentam por uma vaga na semifinal. Ainda que a Alemanha tenha seus encantos, estou com A Argentina.
Segunda-feira, Junho 19, 2006
SILOGISMOS
Recebi por e-mail. É engraçado de tão besta:
Silogismo 1 (S1):
Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Conclusão: Steve Wonder é Deus.
Silogismo 2 (S2):
Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Conclusão: eu sou Deus.
Conclusão de S1 + S2: Sou cego!
Silogismo 1 (S1):
Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Conclusão: Steve Wonder é Deus.
Silogismo 2 (S2):
Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Conclusão: eu sou Deus.
Conclusão de S1 + S2: Sou cego!
SAILING TO PHILADELPHIA

Em toda a história do rock há somente uns poucos que precisam só tocar uma nota para você saber na hora quem é que está lidando com a guitarra. Clapton (o maior de todos), Hendrix, Angus Young, Gilmour, Vai, Page, Keith Richards...
E Mark Knopfler.
Certamente você deve se lembrar de hits como Sultans of Swing ou Brothers in Arms. São músicas que fizeram do Dire Straits uma banda adorada por muitos e detestada por tantos. Por trás das stratocasters, os dedos de Knopfler.
Além de boas risadas e ressacas olímpicas, a viagem à fronteira no final de semana me rendeu um disco chamado Sailing to Philadelphia, segundo trabalho solo de Knopfler, gravado em 2000.
O Dire Straits acabou em 92 ou 93. Knopfler, não: ele pertence àquela classe particular de músicos que sobrevivem fora dos modelos que muitas vezes aprisionam certos artistas a permanecerem a vida inteira fazendo a mesma coisa.
Um disco primoroso da primeira à última faixa. Ora você está diante de uma guitarra que lembra muito o Dire Straits dos tempos de Communiqué, ora um country com violão bem posto...até chegar na ótima “Junkie Doll”, um blues que não frustra iniciados. A voz melancólica de Knopfler e a presença de convidados com James Taylor e Van Morrison (entre outros) completam o conjunto tornando o disco algo muito agradável.
Agora, se você não tem um amigo que sabe das coisas como o Adriano, é melhor você procurar por aí. O disco é da Universal Music.
Domingo, Junho 18, 2006
Sábado, Junho 17, 2006
SENSIBILIDADE TEXANA
Bush cometeu mais uma de suas gafes ao fazer gracinha com um repórter do LA Times.
O presidente perguntou por que o cara insistia em usar óculos escuros quando já não havia sol.
O jornalista é cego.
O The Independent, de Londres, conta a história. O jornal ainda teve a boa idéia de listar as gafes mais recentes de Mr. President.
Vai lá.
:::
Dica de Mestre Fabiano Angélico.
O presidente perguntou por que o cara insistia em usar óculos escuros quando já não havia sol.
O jornalista é cego.
O The Independent, de Londres, conta a história. O jornal ainda teve a boa idéia de listar as gafes mais recentes de Mr. President.
Vai lá.
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Dica de Mestre Fabiano Angélico.
Sexta-feira, Junho 16, 2006
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Quarta-feira, Junho 14, 2006
OBSCURANTISMO
O taleban cristão teve uma vitória apertada hoje na Câmara de Vereadores de Campo Grande.
Humberto Marques conta a história da rejeição do título de utilidade pública a uma entidade que atua na defesa dos direitos dos travestis.
Vai lá.
Humberto Marques conta a história da rejeição do título de utilidade pública a uma entidade que atua na defesa dos direitos dos travestis.
Vai lá.
PRESENTE DE PONTA
Sei que estou sujeito a apanhar, mas vá lá: Titanomaquia é um dos melhores discos de heavy metal já produzidos por uma banda brasileira e o melhor de toda a discografia dos Titãs. Lembro que eu estava em São Paulo quando o disco foi lançado, com direito a especial da MTV e tudo. Foi um fracasso de crítica.
É um Titãs que está além da imaginação de quem só conhece a produção de 1996 pra cá – quando o Acústico MTV e sucessores converteram a banda em algo mais palatável ao gosto de, tentemos evitar o sectarismo, senhoras caretas e delicadas como a minha mãe.
Salvo alguma peça que me prega a memória, o Titanomaquia é o primeiro (ou segundo?) álbum depois da saída de Arnaldo Antunes. Depois de ouvir Bleach, os Titãs convidaram o americano Jack Endino para produzir o disco. Foi uma aposta num álbum poderoso de metal: letras ácidas e críticas, riffs poderosos de guitarra, vocal muitas vezes sombrio.
Ouçam Disneylândia e constatem que Titanomaquia é, sim, tudo isso.
Por que estou falando de um disco de 93?
Ué, simples, porque ganhei o disco do Adriano, que está aqui passando uns dias. E, embora seja inegável que uma cervejada o torne mais generoso, ele é um grande amigo mesmo.
É um Titãs que está além da imaginação de quem só conhece a produção de 1996 pra cá – quando o Acústico MTV e sucessores converteram a banda em algo mais palatável ao gosto de, tentemos evitar o sectarismo, senhoras caretas e delicadas como a minha mãe.
Salvo alguma peça que me prega a memória, o Titanomaquia é o primeiro (ou segundo?) álbum depois da saída de Arnaldo Antunes. Depois de ouvir Bleach, os Titãs convidaram o americano Jack Endino para produzir o disco. Foi uma aposta num álbum poderoso de metal: letras ácidas e críticas, riffs poderosos de guitarra, vocal muitas vezes sombrio.
Ouçam Disneylândia e constatem que Titanomaquia é, sim, tudo isso.
Por que estou falando de um disco de 93?
Ué, simples, porque ganhei o disco do Adriano, que está aqui passando uns dias. E, embora seja inegável que uma cervejada o torne mais generoso, ele é um grande amigo mesmo.
Terça-feira, Junho 13, 2006
VIVA A CROÁCIA

O Brasil pega hoje a Croácia, país cheio de belezas naturais.
É o caso de Nina Moric, modelo nascida em Zagreb: longilínea mas cheia de curvas, lábios muito grossos como as negras. Esse Leste Europeu...
E se você é adepto daquele adágio popular que sustenta a importância de manter “os amigos perto e os adversários mais perto ainda”, clique aqui e escolha uma das 80 imagens de Nina para dar um up naquele seu desktop sem graça.
Um pouco de fair play não faz mal a ninguém...
Segunda-feira, Junho 12, 2006
WELLS

O sr. aí de cima é Junior Wells. Para quem é do meio, dispensa apresentações. É um daqueles caras de Chicago que deram roupa nova ao blues.
Junto com o lendário Buddy Guy, Wells gravou no comecinho dos anos 50 um dos melhores discos de blues de que se tem notícia, Hoodoo Man Blues. A faixa que dá nome ao disco tem uma das gaitas mais elegantes que já passaram pelos meus ouvidos.
Destaques também para Snatch It Back and Hold It e We're Read - divino (demoníaco?) improviso no estúdio. Só de lembrar que comprei esse disco, em 2003, por R$ 4,99 tenho vontade de rir.
Por que estou falando disso agora? Ué, porque estou ouvindo e tomando uns tragos de bourbon em casa, de chinelos. Já falei pra vocês como essas coisas combinam?
Pois é.
Domingo, Junho 11, 2006
Sábado, Junho 10, 2006
PÉ-FRIO
O governador acertou o resultado do jogo: 1 a 0. Só que foi o Paraguai que levou o gol. Após cobrança de falta, Gamarra acaba fazendo contra. A Inglaterra venceu, mas não foi nada convincente. Tomara que Sua Excelência agora torça para a Suécia e Trinidad e Tobago.EDITADO: Imperdível a matéria sobre a partida que o ABC Color, jornal asunceno de maior circulação, traz neste domingo. O título: O trago amargo da derrota. O correspondente do diário em Frankfurt "se desdobra entre a dor da queda e a fé na recuperação"...Vai lá.
POLÍTICA À MESA

Dividir o prato é símbolo universal que cria vínculos entre as pessoas. Um dos observadores mais caprichosos da cultura brasileira, Câmara Cascudo dizia que provar o tempero da casa dos outros é aliar-se a seus interesses desde o tempo dos nossos antepassados latinos. No “Purgatório”, segundo livro da “Divina Comédia”, Dante narra que, em Florença, o matador que tomasse sopa ou vinho no túmulo do inimigo não poderia ser vítima de vingança da família do morto tal a carga desse símbolo.
Em momentos como esses, quando as coreografias eleitorais começam a se desenvolver antes mesmo das candidaturas serem oficiais, a comensalidade pode ter tanto peso – ou mais até – do que qualquer discurso. Em 1994, por exemplo, todos se lembram de Fernando Henrique Cardoso, candidato, comendo buchada de bode, mas poucos se lembram do teor de algum discurso que tenha feito naquela viagem ao sertão nordestino. É uma imagem e tanto.
Em Mato Grosso do Sul, as feijoadas têm sido um verdadeiro fenômeno desse período que antecede as convenções partidárias. Geralmente elas são promovidas por colunistas sociais ou por entidades beneficentes. E, acredite, costuma ser mais fácil trombar com um político em campanha do que com um garçom.

A de hoje (*), promovida por uma entidade ligada à vice-prefeita (e pré-candidata ao Senado pelo PSDB) Marisa Serrano, inscreve-se nesse folclore político. O cardápio eleitoral atraiu André Puccinelli (PMDB) e uma boa dúzia de aspirantes a deputado estadual e federal. Segundo me informaram, o pré-candidato do PMDB ao governo, aliás, teve uma desenvoltura surpreendente com a feijoada para um conhecido devorador de massas.
Feijoada é feijoada, certo? Mais ou menos. Por causa da identidade ideológica dos convivas não é exagero afirmar que a de hoje foi uma típica feijoada da oposição, à direita. Há outras, as mais à esquerda e até algumas que misturam tudo isso.
A do jornal douradense Diário MS, realizada em maio, foi algo notável de tão suprapartidária: o vice-governador Egon Krakhecke, que é pré-candidato do PT ao Senado, o deputado federal Murilo Zauith, que sonha com a mesma candidatura mas pelo PFL, o deputado federal Geraldo Resende, que vai disputar a reeleição pelo PPS, os deputados estaduais Ari Artuzi (PMDB), Bela Barros (PDT), Valdenir Machado (PRTB) sem falar na multidão de pré-candidatos com ou sem mandato.
Não se trata apenas de feijão preto, pedaços de carne de porco, couve, arroz, laranja e todos os ingredientes tradicionais que fazem de uma feijoada o verdadeiro fato político que ela é hoje. Para quem vai precisar de votos em outubro é mais do que isso, o que vale é a oportunidade de ver e ser visto, tirar fotografias, cumprimentar as pessoas, conversar bastante e ornamentar o tecido das suas influências. É um evento que serve até para comer.

:::
SOBRE AS IMAGENS:
Ao alto, um dos primeiros registros históricos feitos sobre comensalidade & política no Brasil: O Banquete Antropófago de Theodoro de Bry (1590/1634).
E, logo acima, o deputado federal Geraldo Resende (PPS), ladeado pelo porco e pelo jornalista Alfredo Barbara Neto, em feijoada em Dourados. Pois é.
:::
(*) A feijoada da Marisa deveria estar na minha pauta, mas acabou caindo. Uma pena, resolvi aproveitar a pesquisa feita ontem para este post.
Sexta-feira, Junho 09, 2006
ALBIRROJA
O Paraguai estréia amanhã contra a Inglaterra.
Bom, é claro que vou torcer para os loser manos, mesmo sabendo que eles estão bastante losers nesta Copa. Coisas de fronteiriço.
Os prognósticos não são os mais empolgantes. O Paraguai caiu num grupo com Inglaterra e Suécia, sempre muito fortes.
O Roque Santa Cruz, astro do time e queridinho da mulherada, anda com o joelho podre. O Cardozo cortado. Mas, bem, o Gamarra disse que podemos ganhar da Inglaterra.
O Zeca do PT, que é de Porto Murtinho, também na fronteira, concorda.
Hoje, tinha uma pauta com ele, e - depois de feitas as perguntas - ficamos jogando conversa fora uns minutos...
- Governador, mas esse seu partido, hein? Tinha que marcar reunião de diretório no horário do jogo do Paraguai com a Inglaterra...
- Ué, mas é no mesmo horário? - Franziu a testa mais perdido que cego em tiroteio, eu balancei a cabeça dizendo que sim - mas o Mariano não quer mesmo que eu vá nas reuniões...
- O sr. ainda tem escolha, eu vou ter que ir lá cobrir. Foda.
O governador diz que jogou no bolão 1 a 0 para o Paraguai. Tomara que ele esteja certo dessa vez.
Bem, vou para a pauta do PT obviamente com a minha camisa oficial da Albirroja.
O jogo está marcado para as 9h.
Bom, é claro que vou torcer para os loser manos, mesmo sabendo que eles estão bastante losers nesta Copa. Coisas de fronteiriço.
Os prognósticos não são os mais empolgantes. O Paraguai caiu num grupo com Inglaterra e Suécia, sempre muito fortes.
O Roque Santa Cruz, astro do time e queridinho da mulherada, anda com o joelho podre. O Cardozo cortado. Mas, bem, o Gamarra disse que podemos ganhar da Inglaterra.
O Zeca do PT, que é de Porto Murtinho, também na fronteira, concorda.
Hoje, tinha uma pauta com ele, e - depois de feitas as perguntas - ficamos jogando conversa fora uns minutos...
- Governador, mas esse seu partido, hein? Tinha que marcar reunião de diretório no horário do jogo do Paraguai com a Inglaterra...
- Ué, mas é no mesmo horário? - Franziu a testa mais perdido que cego em tiroteio, eu balancei a cabeça dizendo que sim - mas o Mariano não quer mesmo que eu vá nas reuniões...
- O sr. ainda tem escolha, eu vou ter que ir lá cobrir. Foda.
O governador diz que jogou no bolão 1 a 0 para o Paraguai. Tomara que ele esteja certo dessa vez.
Bem, vou para a pauta do PT obviamente com a minha camisa oficial da Albirroja.
O jogo está marcado para as 9h.
Segunda-feira, Junho 05, 2006
Domingo, Junho 04, 2006
42 SEGUNDOS
Ganhei o disco da Marina. Não posso reclamar tanto, afinal eu disse que queria conhecer. Franz Ferdinand é aquela banda escocesa que abriu pro U2 no Brasil. É, no geral, insignificante.
Gostei de uma música, "Take Me Out". Na verdade, de parte dela, os primeiros 42 segundos estão muito legais. Uma guitarrinha rápida e uma letra bem despretensiosa. Tem a ver com o meu estado de espírito. Depois muda e fica chato de novo. Só tenho que aprender como editar pra ouvir só a parte que eu gosto. Aceito sugestões.
So if you're lonely
You know I'm here waiting for you
I'm just a crosshair
I'm just a shot away from you
And if you leave here
You leave me broken, shattered, I lie
I'm just a crosshair
I'm just a shot, then we can die
Gostei de uma música, "Take Me Out". Na verdade, de parte dela, os primeiros 42 segundos estão muito legais. Uma guitarrinha rápida e uma letra bem despretensiosa. Tem a ver com o meu estado de espírito. Depois muda e fica chato de novo. Só tenho que aprender como editar pra ouvir só a parte que eu gosto. Aceito sugestões.
So if you're lonely
You know I'm here waiting for you
I'm just a crosshair
I'm just a shot away from you
And if you leave here
You leave me broken, shattered, I lie
I'm just a crosshair
I'm just a shot, then we can die
PREGUIÇOSO, INCONVENIENTE E IMORAL
Passei o dia em Dourados. Acordei tarde, quase meio-dia, ressaca leve dessa vez. Escrevi um pouco, passei os olhos nuns jornais.
Damárci, Nilsão, Natas, Malus e Adílson são gente querida mesmo. Passamos o dia juntos falando bastante de política e putaria, o dia todo nisso. É a mesma coisa sempre, mas nunca parece a mesma coisa.
Quatro garrafas de Casillero del Diablo, um Viña Mayor e uma garrafa de um argentinozinho próximo do intragável que não me lembro o nome. Deveria ter anotado para não comprar enganado por aí.
Malu tem uma mão divina pra cozinha: penne com um molho de camarões. Vinho, café com chocolate amargo, cigarros. Bons amigos. Ótima composição no frio, fazia frio lá.
Continuo o mesmo inútil de sempre. Não ajudei em nada no almoço e escapei vergonhosamente da louça. Talvez fosse melhor se as pessoas não fossem tão paternalistas com a minha preguiça.
Também acho que poderia me livrar do meu celular. Não tenho controle, sinto falta de alguém, pego e ligo. Como nunca sei o que dizer, é sempre uma coisa idiota de fazer. Me dou conta depois.
Hoje me lembrei de um livro triplamente roubado. "Sursis", do Sartre. Estava na biblioteca pública de Ponta Porã, foi roubado por alguém que foi roubado mais tarde pela Renatta. Está na minha estante agora, faz alguns anos. Abri por acaso, o acaso é típico do domingo. Nunca tinha me dado conta da importância dele pra mim, nem vou me alongar nisso. Sim, livros roubados são mesmo deliciosos.
Não gosto mesmo das noites de domingo. Os defeitos ficam mais aparentes.
Damárci, Nilsão, Natas, Malus e Adílson são gente querida mesmo. Passamos o dia juntos falando bastante de política e putaria, o dia todo nisso. É a mesma coisa sempre, mas nunca parece a mesma coisa.
Quatro garrafas de Casillero del Diablo, um Viña Mayor e uma garrafa de um argentinozinho próximo do intragável que não me lembro o nome. Deveria ter anotado para não comprar enganado por aí.
Malu tem uma mão divina pra cozinha: penne com um molho de camarões. Vinho, café com chocolate amargo, cigarros. Bons amigos. Ótima composição no frio, fazia frio lá.
Continuo o mesmo inútil de sempre. Não ajudei em nada no almoço e escapei vergonhosamente da louça. Talvez fosse melhor se as pessoas não fossem tão paternalistas com a minha preguiça.
Também acho que poderia me livrar do meu celular. Não tenho controle, sinto falta de alguém, pego e ligo. Como nunca sei o que dizer, é sempre uma coisa idiota de fazer. Me dou conta depois.
Hoje me lembrei de um livro triplamente roubado. "Sursis", do Sartre. Estava na biblioteca pública de Ponta Porã, foi roubado por alguém que foi roubado mais tarde pela Renatta. Está na minha estante agora, faz alguns anos. Abri por acaso, o acaso é típico do domingo. Nunca tinha me dado conta da importância dele pra mim, nem vou me alongar nisso. Sim, livros roubados são mesmo deliciosos.
Não gosto mesmo das noites de domingo. Os defeitos ficam mais aparentes.
Sábado, Junho 03, 2006
Quinta-feira, Junho 01, 2006
AS MOTOS SATÂNICAS
"Só duas coisas são potencialmente infinitas: o universo e a estupidez humana. Não tenho certeza quanto ao primeiro"
A frase é de Albert Einstein.
A julgar pelo surto de histeria que tomou conta de Campo Grande, ele estava coberto de razão.
A frase é de Albert Einstein.
A julgar pelo surto de histeria que tomou conta de Campo Grande, ele estava coberto de razão.
FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA & KROLL

Hoje o Márcio Thomaz Bastos esteve em Campo Grande para a apresentação da tal Força Nacional de Segurança Pública. O pedido da força foi feito pelo governador Zeca do PT. Bem, a melhor imagem da notícia é essa acima. Produção coletiva: fotos do Minamar Júnior e montagem do Adriano Hany.
Consegui uma exclusiva com o ministro. Pura cagada: passamos pelo hotel antes da solenidade, resolvi descer e dei sorte, o ministro estava saindo do café. Perguntei sobre o encontro dele com o pessoal da Kroll, aquela que bisbilhotou emails de figurões do governo a mando de Daniel Dantas.
Quem intermediou a conversa entre Jules Kroll, presidente da multinacional da espionagem, Bastos e Zé Dirceu, que ainda era ministro, foi a ex-embaixadora dos EUA Donna Hrinak.
O ministro disse que o encontro com foi absolutamente institucional.
Detalhe: tão institucional que Hrinak não estava mais no cargo na época.
Então tá.







